Declaração da FLEMACON em repúdio ao ataque dos EEUU e Israel ao Irã e em solidariedade ao povo iraniano

A Federação Latino-Americana e Caribenha dos Trabalhadores da Construção, Madeira e Materiais de Construção (FLEMACON) manifesta seu mais veemente e incondicional repúdio às ações militares ilegais dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Condena com absoluta indignação o ataque covarde ocorrido neste sábado (28) contra uma escola para meninas na cidade de Minab, na província de Hormozgan, no sul do país. No momento do bombardeio criminoso, 170 alunas estavam na escola e, segundo informações da agência estatal iraniana IRNA, 108 estudantes foram brutalmente assassinadas.

Enquanto proclamam, de forma cínica, que atuam em defesa da paz no Oriente Médio, Estados Unidos e Israel intensificam a guerra, aprofundam a destruição e seguem promovendo o genocídio do povo palestino na Faixa de Gaza, além de ameaçarem outras nações soberanas.

O ataque ao Irã, que já assassinou mais de 200 iranianos e iranianas, e deixou mais de 750 pessoas feridas, constitui uma grave violação do Direito Internacional, afronta a Organização das Nações Unidas e lança o mundo em um cenário de extrema tensão, aproximando a humanidade do risco de uma Terceira Guerra Mundial.

Fica evidente o interesse estratégico dos Estados Unidos em impor governos alinhados, submeter países soberanos e ampliar seu domínio sobre uma região estratégica e rica em petróleo, ao mesmo tempo em que busca confrontar e conter potências como a China e a Rússia.

Em toda guerra, são as mulheres, as crianças e os idosos que pagam o preço mais alto da violência imposta pelo país agressor. São vidas inocentes ceifadas, famílias destruídas e um futuro comprometido pela barbárie.

A FLEMACON expressa sua mais profunda solidariedade às meninas e mulheres iranianas, bem como a todo o povo iraniano, neste momento de dor e luto, vítimas da cruel e injustificável agressão promovida pelos Estados Unidos e por Israel.

LÚCIA COSTA MAIA

Presidente da FLEMACON

 

Foto: reprodução Brasil de Fato / IRNA