No dia 29 de julho, às 18 horas, no Cine Teatro Lauro de Freitas, a presidenta da FLEMACON, Lúcia Maia, será homenageada com o Prêmio Tereza de Benguela, em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela.
O Prêmio Tereza de Benguela homenageia mulheres que, com seu trabalho, dedicação e compromisso, contribuem para fortalecer suas comunidades e inspirar outras pessoas.
Hoje (25/07) é o Dia Internacional da Mulher Negra Afro-Latino-Americana e Caribenha e do Dia Nacional de Tereza de Benguela. E aconteceu em Salvador, Bahia, Brasil a Marcha das Mulheres Negras da Bahia por Reparação e Bem Viver, parte das comemorações pelo Dia Internacional da Mulher Negra Afro-Latino-Americana e Caribenha e do Dia Nacional de Tereza de Benguela.
A partir das 9h, a caminhada partiu da Praça da Piedade e seguiu até o Terreiro de Jesus, reunindo mulheres, sindicalistas, lideranças comunitárias, estudantes, professoras, quilombolas, mulheres de terreiro, ativistas e representantes de movimentos sociais.
A programação integra a 14ª edição do Julho das Pretas, com o tema “Seguimos em Marcha por Reparação e Bem Viver”.
No início da tarde, às 14h, teve o Encontro de Empreendedoras LBTs, com o tema “Espaço de diálogo, articulação e fortalecimento de redes entre mulheres lésbicas, bissexuais e trans empreendedoras”, na Casa da Igualdade Racial da Bahia, no Pelourinho, Centro Histórico da cidade.
Salvador sediou também neste dia 25, a primeira edição do Bailão das Pretas, que teve início às 16h, no Convento do Desterro, bairro de Nazaré, promovido pela União de Negras e Negros pela Igualdade (UNEGRO), Instituto de Mulheres Negras Luiza Mahin e Fórum Nacional de Mulheres Negras.
História
O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, também conhecido como Dia Internacional das Mulheres Afrodescendentes ou Dia da Mulher Afro-latino-americanas, afro-caribenhas e diáspora, é uma celebração que ocorre anualmente no dia 25 de julho para homenagear as mulheres negras latino-americanas e caribenhas; dar visibilidade à luta contra o racismo e machismo sofrido pelas mulheres negras de todo o planeta; e promover políticas públicas para erradicar o racismo e a discriminação sofrida, principalmente, por mulheres negras.
No dia 25 de julho de 1992, na cidade dominicana de Santo Domingo, ocorreu o 1.º Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas. Neste encontro, onde compareceram mais de 300 representantes de 32 países, foi denunciado os problemas sofridos pelas mulheres negras e apresentado alternativas para as soluções.
Deste encontro nasceu a Rede de Mulheres Afro latino-americanas e Afro-Caribenhas que, junto à Organização das Nações Unidas (ONU), conquistaram o reconhecimento do dia 25 de julho como o dia internacional para celebrar as mulheres negras latino-americanas e caribenhas.
Desde 2013, o dia foi transformado no ápice do Julho das Pretas, uma agenda anual para mobilizar toda a sociedade, principalmente as mulheres pretas, promovendo equidade, respeito, dignidade e representatividade.
No Brasil ainda, através da Lei 12.987/2014, também ficou estabelecido que o dia 25 de julho é o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem a Tereza de Benguela, líder do Quilombo Quariterê e símbolo da resistência negra brasileira; e para homenagear as mulheres negras brasileiras e sua importância na história do país, no passado e presente. Nesta data são realizadas, por todo o território brasileiro, marchas, palestras, atividades culturais, entre outras atividades, tendo mulheres negras como tema principal.









